Blog da Geração Aquarius

Já conhece o nosso Blog?| 

A Geração Aquarius quer desfazer bolhas e gerar conexões! Através dos nossos produtos e serviços queremos tratar de temas como representatividade, igualdade e protagonismo para a mudança! Nossos bonequinhos, os Super Aquarius foram criados pensando em crianças reais, com super poderes reais! 

E, queremos mais que vender produtos. Queremos ser um canal de bate papo com os pais e responsáveis através das nossas mídias sociais e blog, levando sempre um conteúdo de qualidade e que nos ajude na difícil, mas, prazerosa tarefa de criar nossos filhos. 

Veja nesta página algumas das matérias! E, para mais conteúdo, com textos, reflexões e entrevistas, dê um pulo no nosso blog

https://geracaoaquarius.wordpress.com/

Esperamos vocês por lá! 

Tem alguma sugestão de matéria?

A gente quer ouvir você! Mande suas sugestões para o nosso e-mail sejaaquarius@gmail.com 

 

 

Dia das Mulheres: Conheça quem faz a Geração Aquarius 

 

 

Somos mulheres, mães, filhas, empresárias, esposas, irmãs, alunas, professoras, eternas aprendizes da vida …

Amamos ser mulheres 💛 Sabemos a nossa capacidade de gestar pessoas e ideias, um poder infinito!

É muito bom poder se reinventar e, evoluir. E assim, juntas, construímos uma linda jornada que está só no começo 🙏🏻😉 obrigada pela caminhada @tania_galli03 e Bia 💕🥰

Celebre todos os dias a mulher maravilhosa que vc é! 🥂

Nosso abraço apertado para todas as nossas clientes, amigas empreendedoras e parceiras!
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Novidade!!!

 

 

✨reta final de 2021 ✨

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Quem é a criança da Geração Aquarius? 

 

 

 

Feliz dia das Crianças! Quem é a criança da Geração Aquarius?

São crianças que ensinam os pais todos os dias, o que REALMENTE IMPORTA NA VIDA: o amor, a natureza e os animais, a alegria de um sorriso fácil, de não saber o que é rancor, o olhar para tudo com olhos de cientista, descobrir o novo e se encantar com os detalhes a cada nascer do sol…

É um Indiana Jones, destemido e com sede de viver aventuras. É um Peter Pan, que valoriza o SER CRIANÇA e, apenas SER. Valoriza a vida, a nossa existência.

É uma menina que gosta de bola e, um menino que curte cozinhar. Brincam com o tablet e, até veem vídeos em russo no Youtube mas, querem também colo e contos de fadas.

São fortes e frágeis.

São a cartela de cores do arco íris.

Gostam de se parecer (nas roupas e nas atitudes) com aqueles que cuidam deles. Enxergam a família como algo essencial, quase que sagrado. 

Querem estar prontos e lindos para viver o hoje e o amanhã.

Vão para a escola, gostam de sair para o mercado, feira, shopping, parque… gostam de ver gente e serem vistos.

Gostam de música e bagunça.

São e serão felizes.

São as sementes do amanhã.
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Como comprar nossos produtos? 

 

 

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Foco nas Olimpíadas 💙💛🖤💚❤️

                                                                               

Miguel, com sua camiseta amarelinha da "Geração Aquarius Futebol Clube" 

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Nossa #camiseta Geração Aquarius Futebol Clube é um xodó 😍

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Problemas para dormir?😰👀 

Nossas naninhas podem ajudar!🙌🏼

Bia, com 5 anos, agarradinha com sua naninha da sua heroína favorita - Bia Summer 

- www.sejaaquarius.com.br

 

Você sabe o que é um "objeto transacional"?

"A hora de dormir funciona quase como um ritual para os pais, principalmente com bebês ou crianças pequenas. É preciso preparar o travesseiro, ajeitar o cobertor, contar uma história, e às vezes até mesmo fazer companhia até os pequenos caírem no sono. Isso tudo porque o momento de desligar as crianças do mundo prático e fazê-las entrar no mundo dos sonhos é uma transição significativa para as crianças.

Por isso, esse processo muitas vezes necessita de aliados fiéis: os objetos transicionais, as famosas “naninhas”. Pode ser uma boneca, um bicho de pelúcia, uma fraldinha de pano, um cobertor, um travesseiro ou até mesmo um objeto banal como uma camiseta ou uma toalha: o que importa é sua função final: transmitir segurança." Matéria: Catraca Livre

Se a gente que é adulto, gosta (e precisa!) de rituais e segurança, imagina só os nossos pequenos.

Dê esse conforto para seus pequenos com os nossos super heróis da Aquarius! Fofinhos, lindos e com super poderes pra ajudar vocês a terem noites tranquilas!

Boa noite! 😴🛌🏼💤
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Nossa jornada de empreendedoras

Nós, em um evento de divulgação no Senac há alguns anos atrás!

 

Nossa jornada de empreendedoras não começou aqui, com a Geração Aquarius...

A Tânia e eu, viemos do mundo corporativo. Eu, da hotelaria e ela, do setor petroquímico. O destino nos uniu profissionalmente para um bem maior: o treinamento de pessoas com o foco em hospitalidade. Sim, talvez por isso nosso propósito aqui seja ACOLHER, TRANSFORMAR e UNIR porque a HOSPITALIDADE está em nosso DNA.

Depois de deliciosos e desafiadores 7 anos na área de T&D (treinamento e desenvolvimento), com a chegada da Bia em nossas vidas, sentimos que havia chego momento de nos reinventarmos, de contribuirmos com o mundo de maneira diferente.

Depois de muitas pesquisas, estudos e muita alma nós DEMOS A LUZ à GERAÇÃO AQUARIUS. Mais do que uma empresa, um CNPJ ela é a nossa JORNADA. O caminho que escolhemos para sermos felizes.

 

É fácil empreender? N-Ã-O! Em nosso país, com os impostos e quase zero de incentivo + pandemia, é um PUTA DESAFIO. Mas como acreditamos no nosso PROPÓSITO fica mais fácil a cada dia. Vamos descobrindo novos meios de sonhar e realizar.


Agora você conhece um pouco mais da nossa história. Obrigada por estar aqui. Vamos juntas? 💛💛

📸 by @danreis há alguns anos atrás!

 

 

Tire seus filhos da telas! 

Bento de Colorir da Geração Aquarius - www.sejaaquarius.com.br

 

⚠Tire as crianças das telas e incentive a criatividade!⚠

Nossos super heróis de pintar são um sucesso 🤩🙌🏽💛 É muita alegria e cor para o seu dia a dia. E você pode lavar e pintar quantas vezes quiser 😊
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Mais um super Miguel saindo para entrega!

Miguel Hero da Geração Aquarius cuidadosamente embalado pela nossa equipe -

www.sejaaquarius.com.br

 

Saindo mais um Miguel Hero 📦🛍
Com todo o carinho do mundo para um cliente do 
#RioGrandeDoSul tchê!

E, vocês sabiam que 5% das vendas do Miguel e da Lulu, nossos heróis com Síndrome de Down são revertidas para a ONG 
@institutoempathiae? 😉

E, estamos fazendo todos os pacotes da Aquarius seguindo os protocolos de Covid, com as mãos super limpas com alcóol gel, máscaras durante o manuseio e claro, cuidados com as embalagens. Uma compra segura, um presente que traz felicidade!💛
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Síndrome de Down: Conheça a história do Instituto Empathiae e seu trabalho de acolhimento e amor!

 

Empathiae, uma organização sem fins lucrativos e pioneira no acolhimento da mãe, pai e da família que recebe a notícia da Síndrome de Down de seu bebê. Ela está lançando uma cartilha especial “Um bebê com Síndrome de Down: e agora?”, hoje, no dia 21 de março, que é o Dia Internacional da Síndrome de Down.

Mônica Xavier - Presidente e fundadora do Instituto Empathiae 

 

E, estamos aproveitando essa data tão linda para lançarmos também os nossos novos super heróis da Geração Aquarius, a Lulu e o Miguel, ambos, com Síndrome de Down, ou Trissomia 21.

A síndrome de Down é causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo. Isso ocorre na hora da concepção de uma criança. As pessoas com síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, têm 47 cromossomos em suas células em vez de 46, como a maior parte da população.

“A síndrome de Down não é uma doença, mas uma condição da pessoa associada a algumas questões para as quais os pais devem estar atentos desde o nascimento da criança.

As pessoas com síndrome de Down têm muito mais em comum com o resto da população do que diferenças. Se você é pai ou mãe de uma pessoa com síndrome de Down, o mais importante é descobrir que seu filho pode alcançar um bom desenvolvimento de suas capacidades pessoais e avançará com crescentes níveis de realização e autonomia. Ele é capaz de sentir, amar, aprender, se divertir e trabalhar. Poderá ler e escrever, deverá ir à escola como qualquer outra criança e levar uma vida autônoma. Em resumo, ele poderá ocupar um lugar próprio e digno na sociedade”. Esse trecho extraído do site Movimento Down (http://www.movimentodown.org.br/sindrome-de-down/o-que-e/)

Acompanhe a nossa entrevista emocionante e, deixe seus comentários e sugestões abaixo. Esperamos que gostem!

Geração Aquarius (GA): Mônica, o Instituto Empathiae tem como missão “acolher e fortalecer a mãe e a família do bebê com deficiência, validando seus sentimentos para que esse momento seja ressignificado e que a esperança de um futuro possível seja real”. Você poderia nos contar sua jornada até aqui e, por que você criou o Empathiae?

Mônica Xavier: Sou mãe de 3 meninos, hoje homens, que nasceram prematuros. Há 32 anos atrás, a prematuridade ainda era um tabu, não se falava muito a respeito. Passei por repousos absolutos, por injeções de cortisona para o amadurecimento dos pulmões do meu caçula e pela frustração de não terminar de fazer o enxoval dos bebês como eu gostaria de ter feito.

Parece uma porção de bobagens e de futilidades, mas sonhamos e nos sentimos bem quando nossas expectativas não são frustradas.

No primeiro parto, tive alta condicionada à alta hospitalar do meu filho mais velho. Meu segundo bebê ficou na UTI Neonatal por 11 dias, a experiência de ir para casa de colo vazio foi horrível. Lembro de pisar em casa e começar a chorar e minha sogra largar a pérola: “Está chorando por quê? Deixa de bobagem!”. Como sou grata à minha mãe que foi minha “mãetorista” enquanto meu filho Thiago ficou na maternidade. Ela levava, a mim e ao Bruno, meu mais veho, nos horários de visita. Enquanto eu ficava na UTI, o Bruno ganhava um afago da vovó, que o levava para passear no McDonald's próximo a maternidade. Foram tempos difíceis pois, nosso convênio não cobriu a internação, passamos quase 2 anos pagando médicos e hospital, sem um tostão para respirar. Aprendemos, Armando e eu, a sermos felizes no muito e no pouco. Desenvolvemos uma cumplicidade tal que tenho certeza, foi o que nos preparou para a chegada do Guilherme.

Meu terceiro pós-parto foi difícil. Diferente dos outros filhos, eu não pude nem pôr a mão no Gui, ele foi direto para a incubadora e de lá para a UTI. As promessas de pulmão amadurecido por conta da cortisona não se cumpriram, ele foi entubado em seguida ao nascimento. Me vi apavorada com as visitas em horário marcado e dois filhos pequenos em casa.

Sempre me portei como se tivesse super poderes: fazia de tudo para dar conta de todas as tarefas sem depender de ninguém. Isso me trouxe consequências sérias, lido com elas até hoje.

No dia que o Gui fez 11 dias eu recebi uma ligação da maternidade. Alegrinha, achando que fosse para levar roupa para ele passar para a Semi UTI, ouvi: “Venha preparada. Seu filho fez uma invaginação intestinal, será operado hoje à noite. ”  Assim, no seco. Meu coração quase saiu pela boca. Me senti tonta, com 2 crianças pequenas ao meu lado, sem saber como reagir. Chamei meu marido, ligamos para nosso pediatra e montamos um circo. Fomos em bando para a maternidade para, juntos, descobrirmos o que fazer. A única certeza que tivemos foi que precisávamos escolher bem para onde iríamos levar o Gui, caso contrário iríamos à falência, literalmente. Lembro ter ficado muito incomodada quando meu marido fez essa colocação, mas agradeço a Deus por sua sabedoria. Decidimos trocar o Gui de hospital, mas ele precisaria de uma ambulância UTI. Enquanto a esperávamos, pedi para pegar o Gui no colo, coisa que não aconteceu nenhuma vez. “Não põe a mão nele não. Você nem sabe se ele vai vingar!” – foi o que ouvi de uma das enfermeiras.  Não pegar meu bebê me fazia sentir como se ele não fosse meu.

Gui fez a cirurgia, passou por um bocado, chegamos a pensar que ele nos deixaria. Foram 59 dias de incertezas, de falta de informação, de medo do futuro e até mesmo do presente. Mudamos para a casa da minha mãe, que era próxima ao hospital, e das 6h às 24h eu fazia plantão na porta da UTI pediátrica daquele hospital.

Muito tempo sozinha – no começo, Armando ainda ia trabalhar – me fez pensar em milhões de coisas: por que comigo? Onde estava Deus? Por que tanto sofrimento para uma pessoinha tão pequena? Deus estava me castigando? Se estivesse, que a dor fosse só minha e não do meu bebê. Já não bastava o repouso, o mal-estar das injeções durante minha gestação, agora mais essa? Que Deus é esse que se manifesta através da dor? Onde estão meus amigos que nunca vieram me visitar? O pastor da minha igreja esqueceu que eu existia? Onde estaria Deus no meio de tanta dor? No dia que me atrevi a fazer uma dessas perguntas em voz alta eu ouvi que tinha um coração de pedra e que Deus nunca me abençoaria. Me fechei em meus pensamentos e minhas dores.

Acontece que eu não sabia da missa a metade. Crianças estavam morrendo naquele hospital. Lembro, como se fosse hoje, do filho único que rejeitou o transplante de medula e que morria aos poucos, sua mãe sempre conversava comigo no sofá cor de vinho que ficava naquele corredor. Ouvi várias histórias de tristeza e de desespero até o dia em que, vestindo a couraça do egoísmo, mergulhei nos meus bordados de ponto cruz para que ninguém mais ousasse me interromper.

59 dias depois fomos para casa. Foram os piores 59 dias da minha vida. Mas, foi nesse período, que me enchi de coragem e entreguei meu filho para que Deus fizesse dele a Sua vontade, saindo completamente do controle efêmero, que acreditava ter.

Por isso eu criei o Instituto Empathiae. Criei-o para que mulheres que estivessem passando por momentos difíceis da maternagem pudesse compartilhar o que estavam pensando e sentindo sem se sentirem julgadas. O Instituto é um espaço onde emoções, quaisquer que sejam elas, são validadas. Um lugar onde podemos até brigar com o Eterno, não porque nosso coração seja de pedra, mas, justamente por ser de carne, ele sangra de tanta dor. O Empathiae é o refúgio onde, em meio à dor e a perplexidade, pessoas se sintam amadas e cuidadas por um Deus que a elas se revela através do acolhimento. Acredito que o Instituto Empathiae é aquilo que eu gostaria de ter tido 28 anos atrás.

(GA): Esse seu olhar atento e amoroso para a mãe, aos cuidadores deste bebê nos tocou de maneira especial pois, sabemos o quanto a maternidade pode ser solitária, cheia de medos e incertezas. Na sua opinião, por que é tão importante olhar para essa mamãe, essa família dessa maneira?

Mônica Xavier: Há momentos na vida em que ser mãe é muito difícil. Ser mãe implica em abrir mão dos sonhos e das expectativas que temos para nossos filhos para que eles possam crescer e se tornarem independentes de nós. Ser mãe é viver um dia de cada vez, caminhar por um jardim de pedras e flores, como ouvi da minha amiga Marcela, entrando em becos sem saídas e andando por vales áridos também. Essa mãe precisa ser olhada e amparada enquanto caminha pelos vales, para que se sinta plena para aproveitar a paisagem quando as flores brotarem e embelezarem sua existência.

(GA): Lemos um texto da Lau Patron, mãe do João Vicente, que tem uma síndrome rara, no seu site sobre a solidão das mães especiais (super recomendamos a leitura: https://empathiae.org/sobre-a-solidao-das-maes-especiais/) e nos emocionou muito.

Quais barreiras devemos quebrar para incluir essas mães, filhos e famílias inteiras e, como ser uma rede de apoio de verdade?

Mônica Xavier: Precisamos quebrar a barreira da invisibilidade que colocamos entre nós e as mães chamadas atípicas. Tirar dos ombros delas os rótulos de especiais, guerreiras e lutadoras, que nos desobrigam a compartilhar a vida com elas porque elas são autossuficientes e poderosas para cuidarem de si.

Para ser uma rede de apoio de verdade é preciso se envolver com a vida e com os problemas do outro, e não há muita gente disposta a isso.

(GA): Quais são as atividades que você desenvolve com essas famílias? Existe algum acompanhamento da criança, durante o seu desenvolvimento?

Mônica Xavier: O Instituto desenvolve, além do projeto de acolhimento no momento da notícia, outros 3 projetos:

  • Cuidando de quem cuida são encontros semanais para mães de bebês e crianças com síndrome de Down e outras deficiências de até 5 anos de idade. É um espaço onde voluntários cuidam desses bebês e dessas crianças enquanto as mulheres têm um tempo de cuidado e de qualidade só delas. Temos rodas de conversa, artesanato, cuidados com a pele e com a cabelo, idas a teatros e a eventos criados especialmente para elas;

  • Mães que criam são oficinas de arte, artesanato, costura e culinária para que mães de crianças com deficiência, em situação de vulnerabilidade social, recebem capacitação para a geração ou complementação de renda e;

  • Entre nós cedemos espaço e organizamos eventos para que as famílias de crianças com T21 e outras deficiências tenham um lugar seguro para se encontrar e se conhecerem melhor e assim redescobrirem o tão importante senso de pertencimento.

Nesses encontros, as famílias se percebem pertencentes a um grupo que compartilha dos mesmos interesses e sentimentos, formando vínculos de amizade e redes de apoio que podem se estender pela vida toda.

(GA): Mônica, quais são os medos mais recorrentes quando os pais recebem a notícia que seu bebê tem síndrome de Down? E, como vocês os ajudam a encarar esses desafios?

Mônica Xavier: A primeira pergunta que os pais fazem assim que recebem a notícia é: “E se eu morrer, quem vai cuidar dessa criança? ” Em seguida, eles se perguntam como farão para proteger seus filhos de tanto preconceito que a sociedade tem em relação à deficiência.

A primeira pergunta fala muito sobre o desconhecimento da deficiência em si e sobre o medo do futuro. Nós conversamos com essas famílias apresentando jovens e adultos com síndrome de Down que têm autonomia e uma vida relativamente independente. Desafiamos esses pais a viver um dia de cada vez. Sabemos que é difícil, mas é o melhor conselho que podemos dar para eles nesse momento.

Viver um dia de cada vez... serve pra mim, pra você, para qualquer pessoa. Difícil é nos concentramos e vivermos intensamente o presente. Meu pai costumava dizer: “Está no Livro, basta para cada dia o seu problema”.

A segunda pergunta é desafiadora para a nova família. Ela revela quão preconceituosos esses pais são, e é isso o que os assusta. Receber um bebê com síndrome de Down ou qualquer outra deficiência implica trocar de roupa, repensar conceitos e mudar paradigmas. E esse processo pode ser dolorido demais.

Como escreveu Fernando Pessoa: "Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”. Por isso dizemos tanto que a inclusão começa em casa.

(GA):  E, o trabalho de vocês vai além dos pais de bebês com Síndrome de Down. Quais são as vertentes do trabalho desenvolvido pelo Empathiae?

Mônica Xavier: Nos dispomos a ouvir e acolher qualquer família. A família do bebê que nasceu com paralisia cerebral, a família que recebe a notícia do autismo de seu filho, a família do prematuro extremo, das crianças com síndromes raras e por aí vai. Mas, também acolhemos a mãe do adolescente em depressão e, que tenta suicídio.

Toda e qualquer mãe será bem-vinda e bem recebida por nós quando sua maternagem se tornar difícil demais.

(GA): Ouvimos muito falar em respeito à diversidade hoje em dia mas, na prática, estamos caminhando lentamente. Na sua opinião, como podemos melhorar a inclusão e a equidade das pessoas com síndrome de Down em nossa sociedade?

Mônica Xavier: É muito difícil conviver com o diferente. Preferimos nos esconder em nossas bolhas para não percebermos o que acontece à nossa volta. Como bolhas de sabão, precisamos grudar uns aos outros e fazer do mundo um lugar maior do que nós mesmos. É moroso, mas se cada um cuidar do seu entorno, mudamos o mundo. Um pouquinho de cada vez.

(GA): Lemos no blog da Empathiae a seguinte frase, de sua autoria: “Não pensamos no outro, nos seus motivos e muito menos na sua dor. Somos rápidos no julgar e extremamente lentos no que diz respeito a ouvir”. O que é a verdadeira empatia e, onde ela começa?

Mônica Xavier: Essa frase faz parte de um discurso que eu fiz em um evento que tinha como intenção juntar todas as instituições que trabalham com a síndrome de Down para que, em uníssono, a voz fosse ouvida em alto e bom tom.

O mundo do terceiro setor é muito esquisito. Principalmente quando as instituições são formadas por pais. Cada vez que alguém tem um ponto de vista diferente, esse alguém, na dificuldade de ouvir o contraditório, sai do grupo e monta uma instituição nova. E isso é muito difícil porque sempre haverá alguém que pensa diferente. O que eu tenho percebido, e que venham as pedradas, é que esses pais se colocam como se fossem ungidos por Deus e donos da razão. São os escolhidos para mudar o mundo quando, na verdade, estão usando a instituição para trabalhar suas dores e frustrações. Por isso tanta briga e discórdia no meio da inclusão. Já escrevi em algum lugar que não existe mundo mais excludente do que o mundo da inclusão.

Mas a pergunta foi o que é a verdadeira empatia e onde ela começa.

Empatia é se colocar no lugar do outro e fazer o que o outro gostaria que fosse feito por ele, quando fazemos exatamente o contrário, nos colocamos no lugar do outro e fazemos o que gostaríamos que fosse feito por nós. Aí é que mora o problema.

Empatia é sentir a dor do outro doendo tanto ou mais em você, e ainda assim fazer algo a respeito.

Empatia começa em casa, na forma com que tratamos nosso cônjuge, nossos filhos, a pessoa que trabalha para nós. Não somos lá fora o que não somos dentro das nossas próprias casas.

(GA):  Mônica, atualmente vemos uma preocupação maior e um engajamento das pessoas em entender e evitar palavras e frases carregadas de preconceito em nossa sociedade, que acredito eu, começou com o movimento antirracista e, tem se ampliado às pessoas PCDs (Pessoa com Deficiência). Você poderia compartilhar com a gente alguns exemplos de mudanças que precisamos fazer neste quesito?

Mônica Xavier: O mais importante é olharmos para as pessoas e vermos pessoas e, não a deficiência. Então, há expressões que precisamos rever.

Há um tempo, muitas mães falavam “meu filho Down” e até juntavam a palavra Down no sobrenome da criança. Quando isso é feito, estamos olhando para a síndrome e não para a pessoa que está ali.

Acredito que esse link responde bem a essa pergunta: http://www.movimentodown.org.br/2012/12/como-se-referir-a-pessoas-com-sindrome-de-down

(GA):  Quais são os cuidados que devemos ter com as pessoas com Síndrome de Down no que tange à Covid-19?

Mônica Xavier: Os mesmos cuidados que temos com qualquer pessoa: usar máscara, respeitar o isolamento social, lavar e lavar as mãos, usar álcool em gel e, de preferência, ficar “guardadinho em casa”.

(GA):  Como a pandemia de Covid-19 afetou essas famílias e o trabalho da Empathiae?

Mônica Xavier: A pessoa com síndrome de Down tem uma imunodeficiência importante, então a primeira reação dessas famílias foi o medo de contaminação de seus filhos.

As clínicas de terapia fecharam, muitas estão fechadas até hoje. Conheço bebês que estão perdendo toda uma janela de possibilidades de desenvolvimento por falta de terapia. As famílias de pessoas com síndrome de Down em situação de vulnerabilidade social passaram muito aperto no começo da pandemia por que as instituições que frequentavam, fechadas, pararam a distribuição de cestas básicas.

O Empathiae suspendeu todas as atividades. Nosso acolhimento, que eu sempre fiz questão de que fosse presencial, passou a ser on-line. Nosso último encontro de famílias foi em dezembro de 2019.

As crianças estão crescendo e estou perdendo o convívio com pessoas tão queridas. O instituto também foi financeiramente impactado, muita gente pensa que, se não tem atividade, não tem o que sustentar. Mas temos contas que vencem todos os meses e que precisam ser honradas. Estamos vivendo um dia por vez.

(GA):  Hoje, dia 21 de março é o Dia Internacional da Síndrome de Down. Um dia não para ser celebrado, mas, para dar visibilidade a esta causa, para entendermos melhor e combatermos o preconceito em torno do tema. E justo hoje, o Instituto Empathiae está lançando a cartilha “Um bebê com Síndrome de Down, e agora? ”. Qual o objetivo desta cartilha e, o que ela contempla?

Mônica Xavier: Cerca de 67% das famílias que recebem a notícia da síndrome de Down do seu bebê saem da maternidade sem saber o que é a síndrome de Down e o que ela implica. Ao mesmo tempo, não adianta darmos uma multidão de informações porque a mãe do bebê não terá ânimo para ler absolutamente nada depois de receber a notícia que, na maior parte das vezes, é dada de maneira cruel e impessoal.

O objetivo da cartilha, através de depoimentos de familiares de pessoas com síndrome de Down, é mostrar para os novos pais que há esperança de futuro e muitos outros sonhos para sonhar. 

(GA):  Qual o futuro que você deseja para as famílias de crianças com Síndrome de Down e outras necessidades especiais? E, para as próprias crianças? 

Mônica Xavier: Eu desejo um futuro de reconhecimento, onde percebamos que um lindo jardim só se faz com as mais diversas flores, por isso a diferença é tão importante. Desejo que as famílias sejam ouvidas e respeitadas em seus desejos e expectativas, desejo que todas as mães sempre tenham em mente que estão fazendo o melhor que sabem e que podem.

Para as crianças, eu desejo que a vida seja leve, que seus pais os aceitem do jeitinho que são e que não os sobrecarreguem com atividades e terapias em busca de chegar o mais perto possível da normalidade. Desejo que sejam incondicionalmente amados e respeitados por seus pais, pois é só com respeito que permitimos que nossos filhos tenham autonomia e independência.

(GA):  E, por último mas não menos importante, qual é o seu super poder?

Mônica Xavier: Ah, de verdade, eu não sei. Nunca me imaginei com super poder. Sou só uma mãe que já caminhou uma grande parte do meu caminho de pedras e flores e que aprendeu a fazer das pedras um castelo com flores na janela.

Será que ainda é preciso explicar qual é o super poder da Mônica? <3

Obrigada por sua coragem e trabalho dedicado que impacta com certeza na vida de muitas crianças e suas famílias. Ver a beleza no jardim depois de ter passado por tantos percalços e ainda, ajudar ao próximo a descobrir a melhor maneira de percorrer essa jornada é sem dúvida, um poder mais que especial! Parabéns!

Conheça mais o trabalho da Mônica e do Instituto Empathiae no site deles: https://empathiae.org/

Ajude a manter o instituto através de doações: https://empathiae.org/doacoes/ 

 

 

Playlists da Aquarius: Música é vida!


Amamos música! E você? Criamos 2 playlists no Spotify e faz tempo que não falamos delas aqui. Se liga 😝

🎼Playlist 1 - Geração Aquarius | Pais e Filhos 🥰🎶💛
Para ouvirem juntinhos e criarem lindas memórias! Afinal, educação musical é educação sentimental também!

🎼 Playlist 2 - Geração Aquarius | KIDS 💛🌈🎶
As favoritas da criançada! Para tocar mil vezes, cantar, dançar e curtir muito!

 

Procure por Geração Aquarius na plataforma do Spotify ou, clique nos links da bio no Instagram.
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Obesidade infantil: Um bate papo com nutricionista Mariana Duro sobre alimentação e infância 

Mariana Duro - Nutricionista Funcional e Esportiva

 

Nós, da Geração Aquarius temos certeza que a nutrição é essencial para o crescimento saudável das crianças e de todo o núcleo familiar.

E justo hoje, 04 de março, é o "Dia Mundial da Obesidade", data criada pela World Obesity Federation para discutir esse problema de dimensões mundiais. Por isso, resolvemos lançar essa entrevista hoje, como uma iniciativa para falarmos sobre como nós, pais e cuidadores, podemos abordar e tentar resolver esse problema que aparece cada vez mais cedo. Crianças obesas, com sobrepeso e diabetes são cada vez mais comuns, infelizmente.

Evitar o consumo de alimentos ultraprocessados, aumentar a ingestão de água, frutas, verduras e vegetais; assim como, mexer o corpo com atividades físicas e ser um bom exemplo são atitudes simples que podemos e, devemos ter no dia a dia.

Acreditamos que conhecimento é poder por isso, convidamos essa nutricionista tão especial, para compartilhar conosco a sua sabedoria na área <3

Esperamos que gostem! E se tiverem mais dúvidas, deixem nos comentários

Geração Aquarius (GA): Mari, qual a idade ideal para que a mãe/pai/responsável procure a orientação  de um nutricionista? O pediatra deve ser um aliado neste momento?

Mariana Duro: Um nutricionista é importante na vida de uma criança a partir da introdução alimentar, ou seja, 6°mês de vida aproximadamente.

É importante que o Nutricionista e o Pediatra estejam alinhados nas condutas, para que o responsável pela criança se sinta seguro e acolhido nessa fase tão essencial.

(GA): Existe algum sinal de alerta, já que hoje vivemos em uma sociedade que está cada vez mais obesa e com doenças como diabetes, inclusive em crianças?

Mariana Duro: O maior sinal de alerta é o sobrepeso observado em crianças. Sua causa é ocasionada principalmente pelo sedentarismo e oferta de alimentos ultra processados com regularidade.

Mais importante que uma simples restrição alimentar, é fundamental que a criança seja exposta o menos possível aos eletrônicos e aumente o tempo de brincadeira e atividades.

(GA): Por que essas doenças estão cada vez mais comuns em idades tão tenras? Existe uma solução fácil para este problema?

Mariana Duro: Acredito que, conforme citei acima, o excesso de exposição aos eletrônicos associado ao excesso de consumo de alimentos ultra processados como alimentos de pacotinhos (bolachas, salgadinho, massas processadas, pães industrializados...), balas, chocolate, refrigerante e sucos com adição de açúcar, por exemplo.

A solução é estimular brincadeiras, atividades e oferecer a maior parte de alimentos naturais e caseiros para as crianças.

(GA): A genética familiar influencia nestas doenças mas, existe também o nosso papel no dia a dia, certo? O combo alimentação + exercícios também é válido para crianças?

Mariana Duro: Sim. Nós como pais somos os exemplos de bons hábitos e temos que estimular hábitos saudáveis constantemente nas crianças.

(GA): Vemos muitos pais que tem uma alimentação pouco saudável, devido ao tempo escasso, rotina super corrida, falta de conhecimentos na cozinha etc querendo melhorar a experiência de nutrição para os seus filhos. Qual é a importância da boa alimentação familiar, como um todo, para que a criança cresça em um ambiente nutricional saudável?

Mariana Duro: Os pais precisam dar exemplo! Também é importante incentivar as crianças a acompanharem a organização das refeições, desde à ida às compras até a elaboração das preparações saudáveis.

(GA): Com o crescimento da criança, iniciamos também as dificuldades em fazê-las experimentar novos alimentos e, manter uma dieta rica em frutas, legumes e verduras. Elas ficam mais seletivas. Como passar por esta fase de uma maneira tranquila?

Mariana Duro: Não desistir é o primeiro passo e o segundo é a conversa constante. Não forçar é muito importante para não gerar traumas e aversões.

Ao perceber que a criança está recusando algum alimento, espere alguns dias e ofereça novamente. Talvez de outra forma ou em outra preparação.

(GA): Existe alguma maneira de deixar a alimentação saudável mais atraente?

Mariana Duro: Sim! Fazer receitas coloridas, usar preparações com formas lúdicas e chamar a criança para participar da elaboração podem ser grandes soluções.

(GA): Quais são as suas dicas para uma alimentação saudável também na escola e, nas horas dos lanchinhos em casa? Como aliar praticidade, qualidade e sabor?

Mariana Duro: Procurar receitas gostosas com ingredientes saudáveis ou buscar opções industrializadas menos processadas.

(GA): Alguma dica de livros, apps, documentários e/ou canais no Youtube para ajudar mamães e papais nesta tarefa de transformar a alimentação em uma aliada da nossa saúde?

Mariana Duro: Atualmente as redes socais são muito aliadas na alimentação saudável para crianças. Busque Nutricionistas que te apresentem receitas que facilite seu dia a dia, que te dê ideias de elaborações saudáveis e gostosas.

Como temos pouco tempo, fuja de opções complicadas e que te exigirão tempo de cozinha, pois isso será uma “armadilha” para partir para os alimentos industrializados e processados.

No meu Instagram (@nutrimariduro) posto sempre ideias de preparações que podem fazer parte da rotina alimentar do seu filho e da sua família.

(GA): Você é mamãe também de um menino lindo, quase um pré-adolescente, né? Como é a alimentação dele? Ainda mais sendo filho de nutri, como você procura aliar os seus conhecimentos de profissional com os de mamãe? Como manter essa relação saudável?

Mariana Duro: A alimentação do meu filho é bem equilibrada, pois ele come coisas que crianças gostam com menor regularidade e as saudáveis fazem parte da sua rotina.

A proibição no caso de uma criança que já faz suas escolhas não é o melhor caminho. A ideia é conversar e estabelecer limites dos alimentos que não podem fazer parte do dia a dia. Da mesma forma que os adultos, tendo equilíbrio e estabelecendo limites, tudo pode ser consumido sem fazer mal à saúde!

(GA): E por último, mas não menos importante, qual é o seu super poder?

Mariana Duro: Dar o exemplo!

Acredito que esse deva ser o super poder de qualquer mãe que queira estabelecer bons hábitos na vida de uma criança. Mas saiba que nem sempre é fácil, basta não desistir!

Concordamos plenamente com a Mari, precisamos ser o modelo de saúde e bem estar que queremos para nossos filhos! Obrigada Mari!

Quem quiser conhecer mais o trabalho da Mariana, pode e deve contatá-la através do instagram @nutrimariduro e, pelo seu site http://www.marianaduro.com.br

Conheça o currículo da nutricionista Mariana Duro, nossa convidada:

Nutricionista graduada pelo Centro Universitário São Camilo(2005);
Especialista em Personal Diet pela NTR Cursos (2006);
Pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional pelo Instituto de Ensino e Pesquisa VP Consultoria (2009);
Pós-graduada em Fitoterapia Aplicada à Nutrição Funcional pelo Instituto de Ensino e Pesquisa VP Consultoria (2012);
Pós-graduada em Nutrição Esportiva Aplicada à Nutrição Funcional pelo Instituto de Ensino e Pesquisa VP Consultoria (2016);
Pós-graduada em Modulação não hormonal associada ao envelhecimento pela Fapes (2020);
Atendimento em consultório desde 2006;
Nutricionista da Clínica Villa Vita desde 2011;
Nutricionista das unidades da academia para mulheres Contours (2008-2013);
Autora de 3 e-books: Cozinhando Juntos e com Amor, Organize sua Cozinha e Inspire-se para (re)começar o Emagrecimento.

 

 

 

Você sabe a diferença entre equidade e igualdade?

 

Fonte da imagem: Google

 

EQUIDADE (substantivo feminino)
1. apreciação, julgamento justo.
2. virtude de quem ou do que (atitude, comportamento, fato etc.) manifesta senso de justiça, imparcialidade, respeito à igualdade de direitos.

Quando passamos a entender que não devemos lutar por IGUALDADE mas sim, por EQUIDADE, a nossa percepção de justiça social muda.

A igualdade por si só é injusta pois, não partimos do mesmo ponto, não tivemos desde sempre as mesmas oportunidades e escolhas.

O princípio da equidade exige o reconhecimento das desigualdades existentes entre os indivíduos para assegurar o tratamento desigual aos desiguais na busca da igualdade.

Somos todos diferentes, ainda bem. Mas, precisamos ter acesso às melhores oportunidades de acordo com as nossas necessidades.

Esses conceitos estão mudando o nosso jeito de enxergar o mundo e isso é ótimo! Em especial para as minorias, que hoje têm voz e estão nos ensinando como sermos pessoas, em busca dessa equidade que nos trará a igualdade através do amor e respeito ao próximo.

Você conhecia essa diferença entre IGUALDADE e EQUIDADE? O que você pensa sobre isso?
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#igualdade #equidade #justiça #justiçasocial #oportunidades #fraternidade #respeito #amor #mundomelhor #paranossosfilhos #portodosnos #sejaaquarius #vemnanossaonda #geracaoaquarius

 

 

 

Como criar crianças antirracistas

 

O Brasil e o mundo vivenciaram nas últimas semanas, dias muito tristes onde vimos a cara dura e insistente do racismo.

Mas parece que finalmente, as pessoas despertaram e entenderam que esta é uma causa de todos nós. Que mais do que subir hashtags #antirracismo, #vidasnegrasimportam etc. precisamos AGIR! Ouvir, estudar, entender e lutar para que a estrutura atual mude, para melhor e para todos!

Já estávamos em contato com a Paula Batista, de quem somos fãs há muito tempo. Seu conteúdo no @serantirracista e anteriormente, no @criandocriancaspretas, sempre nos inspirou.

Paula é jornalista, mestre em divulgação científica e cultural pela Unicamp e especialista em mídia, informação e cultura. Ela é professora universitária, produtora de conteúdo antirracismo, mentora de empreendedorismo e colunista em diversos portais e blogs

Esse bate papo além de interessante, se tornou essencial para entendermos como iniciar ou, continuar nesta (r)evolução antirracista e, em prol de um mundo melhor.

Procuramos pensar em perguntas que gerem reflexão e, que sejam um ponto de partida para entendermos o racismo no Brasil e no mundo. Esperamos que gostem <3

 Paula Batista 

 

Geração Aquarius (GA) - Paula, precisamos falar, nomear e entender para vencer o racismo. Quais são as diferenças principais entre os racismos que convivemos diariamente? (comportamental, institucional e estrutural)

Paula Batista - O racismo comportamental, como o próprio nome diz, está relacionado ao comportamento das pessoas, sempre que conseguimos identificar o agressor, é comportamental, mas ele tem nuances como o racismo recreativo, quando a pessoa acha que é uma brincadeira e o racismo velado, que está mais ligado aos comportamentos, como o de atravessar a rua quando se vê um negro ou, quando já conclui-se que a pessoa negra do ambiente está ali para servir.  Todos esses tipos de racismo estão respaldados no racismo estrutural que cria hierarquias de poder e do racismo institucional que é promovido pelas instituições.

GA - Como você acha que podemos "ensinar" adultos já formados a repensarem todos os tipos de racismo, ainda dá tempo?

Paula Batista - Eu acredito que dá tempo sim, as pessoas estão começando a compreender que todas fazem parte da engrenagem que faz o racismo girar. Há uma grande preocupação de pais para que seus filhos não cresçam racistas, além disso, as empresas estão exigindo que seus funcionários tenham uma postura antirracista. Quando há vontade de aprender e se engajar na luta, todo aprendizado é possível.

GA - Eu mesma nunca me julguei racista e, conversando com uma amiga que é negra, entendi que faço parte de um sistema que perpetua há muitos anos o racismo estrutural e, a minha falta de questionamentos sobre esse status quo, me fazia “contribuir” para a continuidade deste sistema, mesmo que por ignorância.  Como se entender racista, devido à nossa criação, sociedade etc., mas sem melindres? E, como podemos iniciar a nossa transformação?

Paula Batista - A gente só se esforça para corrigir um problema quando identificamos que há um problema. Dizemos que o racismo é um crime perfeito, pois sempre a culpa é do outro, do sistema, dos governos. Quando tomamos consciência de que estamos alimentando cotidianamente a engrenagem do racismo, é possível encarar a mudança com responsabilidade. O primeiro passo para a mudança é reconhecer os seus privilégios, corrigir internamente anos de aprendizagem de ações e falas racistas e começar a agir para mudar o seu comportamento e promover a igualdade racial nos espaços em que você está.

GA -  O que é uma criação antirracista? Ela deve ser para todos?

Paula Batista - Uma criação antirracista está comprometida em trazer para as crianças a convivência e a naturalização do diferente. Nós, seres humanos, temos o costume de repelir o que é diferente e as crianças fazem muito isso, porque elas aprendem isso. Se, desde a infância, ensinarmos que devemos tratar com respeito, todas as pessoas, se tivermos em casa brinquedos, arte, filmes, desenhos com pessoas negras e se falarmos sobre racismo e engajarmos a criança na luta antirracista, provavelmente ela terá outro comportamento. Essa criação deve ser ensinada para todas as crianças, brancas e negras.

Aqui em casa temos um combinado muito sério:  as características físicas e comportamentais das pessoas nunca poderão ser motivo de risadas, brincadeiras ou gozação. Com isso, eu ensino o respeito à todas as pessoas, mas também falo sobre o que é o racismo e o que ele causa. Mas, infelizmente, os pais não dialogam com as crianças sobre esse assunto e é por isso que vemos tantos casos de bullying e racismo nas escolas.

GA - Qual é o papel dos pais e da família nestes ensinamentos? Por onde começar?

Paula Batista - Nada do que eu respondi na pergunta acima será eficaz se os adultos continuarem tendo posturas e comportamentos racistas. A gente sabe que as crianças repetem muito mais o que a gente faz e menos o que a gente fala. Para termos crianças antirracistas, precisamos ter adultos antirracistas. É preciso começar analisando a sua postura de agora e do passado sobre essa questão.  Precisamos estar vigilantes, o tempo todo, em relação ao nosso comportamento e repreender aqueles que estão se comportando de forma racista. Devemos tratar com respeito e dignidade as pessoas negras que encontramos no nosso caminho. Além disso, há uma série de ações que precisamos empreender para promover a equidade racial nos espaços que frequentamos.

GA - E, qual o papel da escola, dos educadores? Como modificar a narrativa errada e opressora de tantos anos, que fazia um recorte do papel do negro no mundo, deixando-o como um sujeito que esteve sempre à margem da sociedade, e ressaltando episódios como a escravidão, apenas?

Paula Batista - A escola tem papel fundamental na formação das crianças. Mas, infelizmente, esse debate sobre racismo não é claramente abordado, além disso, os profissionais não têm preparo nem formação para lidar com o tema e, por isso, tantos casos de racismo acontecem na escola. Nesse cenário, é importante que todos os pais cobrem da escola uma formação em assuntos raciais dos profissionais. Além disso, há a lei 10.639 que obrigada o ensino de história e cultura africana e afro-brasileira em escolas públicas e particulares. Os pais podem cobrar que essa lei seja aplicada na escola e fiscalizar.

GA - E, quais mudanças devemos começar a cobrar da sociedade, com foco na pauta antirracista?

Paula Batista - Quando a gente começa a ter esse olhar antirracista, muitas vezes começamos a nos incomodar quando estamos em um ambiente e não há nenhuma pessoa negra ali, ou se no trabalho só há nas posições de liderança pessoas brancas. A mudança só começa quando tivermos oportunidades iguais para todos. Somos mais da metade da população, mas isso não se expressa na maioria dos espaços. É preciso se indignar e cobrar mudanças, se indignar e promover a mudança. Dar oportunidades de trabalho, promover diálogos sobre racismo nos espaços onde estiver, denunciar quando presenciar um comportamento racista, ouvir pessoas negras falando sobre suas dores, ou seja, há muito o que se fazer para estar aliado à luta.

GA - Paula, como entender lugar de fala? É um conceito relativamente novo pois, hoje estamos dando voz à quem nunca pôde falar... E, como entender que mesmo valorizando o lugar de fala, é um dever de todos nós lutarmos a favor da igualdade de direitos e representatividade em nossa sociedade?

Paula Batista  - Esse conceito é mais fácil de ser entendido, pelo o que não é lugar de fala. Exemplo: Quando eu te digo assim: “aquela pessoa foi racista comigo” e você me repreende dizendo:  “impossível Paula, aquela pessoa é super legal”. Esse não é o seu lugar de fala, você nunca pode diminuir o que eu estou sentindo, ou me silenciar e minimizar os meus relatos de dor.

É importante saber que o protagonismo dessa luta é negro, então não dá para você começar a palestrar sobre racismo em nosso lugar, esse não é o seu lugar de fala, pois, nós pessoas negras, temos a vivência e por mais que uma pessoa branca estude, ela nunca saberá na pele o que é o racismo. Do resto, todas as pessoas brancas precisam estar na luta, denunciando o racismo, abrindo espaços para as pessoas negras falarem, ouvindo o que precisa ser dito, e atuando como antirracista. 

GA - Nosso objetivo com a Geração Aquarius é termos personagens diversos, todos com o seu protagonismo e super poderes reais. Temos personagens negros, asiáticos, com necessidades especiais e todos, são super heróis. Acreditamos que essa diversidade traga para a criança uma identificação, e que seja importante eles se verem representados. Como isso influencia na auto estima das crianças? Essa representatividade é importante?

Paula Batista - O que você está promovendo não é representatividade e sim representação e ela é muito importante. A mídia muitas vezes mostra o negro em funções de subalternidade e inferioridade, dessa forma, as crianças aprendem que negros são inferiores. Se a criança começa a ter contato com brinquedos, filmes e animações que mostram outra realidade, isso muda o imaginário que a criança construiu sobre o que é ser negro. Para as crianças negras, surge a possibilidade de sonhar em ser o que aquele brinquedo representa e com certeza melhora muito a autoestima. Para as crianças brancas muda a imagem que elas têm sobre às pessoas negras. Esse brinquedo, precisa estar na casa de crianças negras e brancas.

GA - Outro viés que pensamos ao desenvolver as personagens é que criança não tem preconceito, que isso passa a ser incorporado se, pessoas que detém influencia sobre a criança (pais, cuidadores, educadores e até, a TV e demais mídias) incutem essas ideias de diferença, uma beleza única e algum tipo de “superioridade”. Por isso, acreditamos também que é muito importante que a criança tenha acesso a brinquedos e bonequinhos diversos, que ressaltem a importância de que somos diferentes e tudo bem. Como você enxerga esse fator? Isso faz sentido?

Paula Batista - Faz todo sentido e foi o que eu salientei na resposta anterior. Contemplar a diversidade por meio dos brinquedos é a primeira forma de promover uma criação antirracista. As crianças são esponjas elas absorvem tudo ao redor, principalmente o comportamento dos adultos. Se na casa dela, ela nunca esteve com pessoas, brinquedos, desenhos diferentes, quando ela encontrar o diferente ela vai estranhar e, algumas vezes repelir em forma de racismo comportamental. Muitas crianças brancas olham para mim nos espaços com indignação e curiosidade, quando isso acontece tenho certeza que na casa e no convívio daquela criança não há nenhuma pessoa negra e também sei que ela estranha, pois sempre foi acostumada a ver pessoas negras servindo, então há um estranhamento. Precisamos entender que o racismo é um aprendizado e as crianças estão aprendendo.

 

 

GA - Estamos vendo uma mudança, com negros em papeis importantes nos filmes, como o Pantera Negra, na TV, com a Dra. Brinquedos e muitos livros infantis e adultos, ressaltando e valorizando a cultura negra. Sabemos que a cultura faz parte da construção do nosso imaginário e, repercute diretamente na nossa sociedade. Por que então, essas mudanças são importantes? Você acha que o futuro é mais animador?

Paula Batista - Eu acredito sim num futuro melhor e por isso que continuo lutando. Tudo isso que você citou na pergunta são formas de representação da negritude e isso é muito importante, pois é a partir das imagens e narrativas que criamos a nossa autoestima e projetamos nossas perspectivas. Mas nada disso muda a estrutura. O que muda a estrutura é a representatividade, que é ter pessoas diversas em espaços de poder e decisão. O racismo estrutural atua para manter as hierarquias de poder, então a luta não é somente para termos mais pessoas negras aparecendo na tela, mas também, para termos oportunidades iguais e espaços iguais nas lideranças de empresas, nos governos, nas escolas e universidades, pois essas pessoas contribuíram, de dentro da estrutura para que essa igualdade aconteça.

GA - Você tem filhos, sobrinhos, afilhados? Como almeja que a infância deles seja diferente da sua? Você já consegue enxergar mudanças positivas?

Paula Batista - A maior diferença é em como estamos criando-os. Se antes, nossas famílias optaram por não ensinar o que é o racismo e como podemos responder à ele, hoje, nossas crianças têm outra criação, elas estão conscientes e empoderadas para enfrentarem a realidade e conquistarem seus espaços na sociedade. Dessa forma só fico mais e mais otimista com o futuro.

GA - A educação antirracista será boa para todos, uma evolução para todos os seres humanos. Como fazer isto de uma maneira potente e consistente?

Paula Batista - O antirracismo está ligado à ação. Por muito tempo a postura passiva de não falar sobre o racismo, não combatê-lo e, de até fazer vista grossa quando alguém era racista perto da gente, era uma prática comum. Hoje vemos que essa postura passiva nos trouxe à uma realidade de dor, morte e desigualdades. Ser antirracista está ligado à ação é preciso mais do que nunca agir, mudar comportamento, mudar o vocabulário, falar, interromper, promover ações etc.

GA -  Alguma dica de livros, apps, páginas do Instagram, documentários e/ou canais no Youtube para ajudar mamães e papais nesta tarefa de transformar o mundo através da criação antirracista?

Paula Batista - Sigam o Ser Antirracista (@serantirracista), sigam pessoas e iniciativas negras no Instagram. A principal referência que posso indicar é o perfil e o portal Geledés (@portalgeledes). Nele há muita discussão, artigos, indicação de filmes e livros sobre a negritude. É onde eu encontro referências para o meu conteúdo.

GA - E, por último mas não menos importante, qual é o seu super poder?

Paula Batista - Adorei essa pergunta! Meu super poder é compartilhar conhecimento. Trazer as pessoas para a compreensão dos temas, com empatia e respeito!

 

Agradecemos imensamente a Paula por esta aula! Esse bate papo pode e deve continuar! Deixe seu recado ou comentário e, deixamos abaixo os meios de contatar a Paula, para quem quiser se aprofundar no assunto.

 

Paula Batista é jornalista, especialista em mídia, informação e cultura e mestre em divulgação científica e cultural pela Unicamp. Já realizou trabalhos com foco no combate ao racismo e na promoção da igualdade racial voltada ao afroempreendedorismo, além de liderar projetos de design instrucional voltados à educação corporativa e educação à distância. É professora universitária, produtora de conteúdo com foco no antirracismo, mentora de empreendedorismo e colunista de portais e blogs.

Contato: e-mail: paulabatista@serantirracista.com.br

Instagram: @serantirracista

 

 

 

Quantas bonecas negras sua filha têm?

 

Bia e sua boneca da heroína Bela - www.sejaaquarius.com.br

 

ANTIRRACISMO 🖤Já saiu da “modinha” no Insta mas, para nós é um pilar do nosso trabalho! Questões como: "Devo iniciar o diálogo sobre racismo na minha casa? Será que meu filho é muito pequeno? Mas, nós não somos racistas!⁣"⁣

Temos recebido essas perguntas e, como mãe, branca, de uma filha branca, lourinha e “dentro de todos os padrões” impostos por nossa sociedade, sei que devo iniciar esse papo já, de acordo com o entendimento e, idade dela claro, que ela não precisa saber dos detalhes mais tristes, por enquanto. Mas isto vai ajudá-la a não crescer em uma bolha, como eu cresci.⁣⁣
⁣⁣
Na minha escola privada não tinham alunos negros. Na universidade também, quase nenhum. Hoje, na escola dela também não. Tinha um, o Miguel 🖤 que sempre me encantava nas festinhas com a sua desenvoltura e carisma. Aliás, ele é nosso modelo por aqui. Mas ele cresceu, saiu da escolinha e, ficou esse vazio. Cadê as pessoas negras à nossa volta? ⁣⁣
⁣⁣
Você pode e deve iniciar esse diálogo buscando brinquedos como a nossa Bela e o Bento, que abrem espaço para esta conversa: os diversos tons pele, o cabelo lindo e diferente do seu filho, uma possível outra religião e crenças, a história de uma nação, o respeito que devemos ter por tudo citado acima... enfim, que cada pessoa é especial e única 💛 Esse é nosso papel como pais e educadores.⁣⁣
⁣⁣
Você pode e deve (!) também conhecer mais sobre a cultura negra, para ensinar seu filho. Ai, tem muita coisa que podemos fazer 😉 Mas isto já é outro post! Vou repostar por aqui nossas dicas de livros que abordam temas antirrascistas e de diversidade. Fiquem ligados!⁣
⁣⁣
Para mais conteúdo nossa dica é que vocês sigam o 
@serantirracista que tem muita informação legal. Feito pela maravilhosa @paulabatista_._ , que tivemos o prazer de conhecer e entrevistar. ⁣⁣
⁣⁣
Dê o primeiro passo e você verá, que o conhecimento é um caminho sem volta! Você só vai querer mais ✨✨ ⁣⁣
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#sejaaquarius #geracaoaquarius #vemnanossaonda #vivaadiferença #somostodosdiferentes #somostodossuperherois #contraoracismo #antirracista #criançasantirracistas #educação #dialogo #paisefilhos #brinquedoeducativo #brinquedos #proposito

 

 

 

Ainda existem coisas de menino e de menina? Um bate papo sobre gênero e educação

 

Entender sobre gênero é fundamental para uma mudança efetiva em nossa sociedade. Conversamos com a Cibele Alves, terapeuta sexual e criadora de conteúdo da página @quetabueesse sobre educação sexual. Conversamos sobre quando iniciar a educação sexual, como abordar esse tema na infância e, em especial, sobre como o conhecimento é uma arma potente para evitar abusos e abusadores!

Acompanhe o nosso bate papo ;) E caso queria continuar essa conversa, deixe seus comentários abaixo. 

 

Cibele Alves

 

Geração Aquarius (GA): Cibele, vamos começar explicando de uma maneira resumida pois, trata-se de um assunto extenso e delicado: o que é educação sexual e, por que ela precisa começar na infância?

Cibele Alves: Para que a gente entenda o que é educação sexual é importante saber o conceito de sexualidade. Muita gente ainda acha que sexualidade está apenas relacionada a sexo e portanto, criança não deveria ter nem sexualidade, muito menos educação sexual. Só que isso não é verdade, sexualidade vai muito além. Toda a forma de nos relacionarmos com o outro, nossa necessidade de afeto, de carinho, a forma como lidamos com as nossas emoções, com o nosso próprio corpo, tudo isso é parte da nossa sexualidade. Portanto quando falamos de educação sexual na infância, estamos falando sobre ensinar a criança a respeito dessas relações. Aprender a lidar de forma positiva com os próprios sentimentos, com o próprio corpo, aprender o que é adequado e inadequado nas relações interpessoais, todas essas questões devem ser abordadas na educação sexual.

GA - Qual é a idade ideal para conversar com nossos filhos sobre este assunto?

Cibele Alves: Normalmente quando fazemos essa pergunta já estamos atrasados. Isso porque a conversa deve existir desde sempre. A forma como eu lido com o bebê ao trocá-lo, por exemplo, já está transmitindo uma mensagem do que é ou não adequado, ou seja, já está educando-o sexualmente. Nós educamos os nossos filhos o tempo inteiro, desde o momento em que eles nascem, porém a forma como transmitimos a mensagem, as palavras que usamos, tudo isso vai se adequando a idade da criança. Com a educação sexual é a mesma coisa.

GA - Existem temas que não devem ser abordados?

Cibele Alves: O que existe é o tempo certo e a maneira correta de abordar cada assunto, mas para que realmente exista uma educação sexual eficaz, é preciso transparência e principalmente conexão entre o cuidador e a criança.   

GA - Quais são os sinais mais comuns que indicam que nossos filhos, sobrinhos passaram por algum fato constrangedor ou, um caso de abuso? Quais são os sinais que devemos prestar atenção?

Cibele Alves: Qualquer mudança de comportamento da criança deve ser observada, das mais simples até as mais significativas. Nem sempre os sinais são tão claros, porém de maneira geral é muito difícil que uma criança não apresente mudança de comportamento ao passar por uma situação abusiva. Por isso é fundamental estar atento a criança.

GA - No caso de descobrirmos um abuso, claro que não existe uma única maneira de lidar com o tema mas, como fazer a denúncia?

Cibele Alves: Ao suspeitar de um abuso o mais importante é acolher a criança. Nunca questione se ela tem certeza do que aconteceu, o porquê dela não ter reagido, contado antes para família ou qualquer outra coisa do tipo. Leve-a ao posto de saúde, caso necessite de cuidados médicos e faça a denúncia no conselho tutelar ou pelo disque 100.  

GA - Devemos procurar a ajuda de psicólogos, terapeutas imediatamente?

Cibele Alves: Sempre! É fundamental que essa criança tenha apoio psicológico, assim como sua família. A forma como ela será acolhida após a revelação é um fator crucial para a superação do trauma.  

GA - Como falar sobre o abuso dentro da família sem constranger a criança? Ou, é melhor não espalhar o ocorrido?

Cibele Alves: Um caso de abuso só diz respeito a criança, seus cuidadores diretos e as autoridades, que devem imediatamente evitar que o abusador fique as soltas. Se não for trazer benefícios para a criança ou evitar o surgimento de novas vítimas, se trata apenas de fofoca, o que expõe a vítima e atrapalha e muito no processo de superação do trauma.

GA - A internet atualmente é um vilão pois, as crianças estão expostas à pornografia desde muito cedo. Como procurar criar um diálogo e com isso, um ambiente um pouco mais seguro para as crianças dentro e fora de casa?

Cibele Alves: É preciso que exista uma relação de confiança entre a criança e seus cuidadores, o que só é possível através de uma educação não violenta, baseada no respeito e não no autoritarismo. Se a criança tiver um canal aberto para conversar sobre todos os temas dentro de casa, se tornará mais fácil saber o que ela assiste na internet e assim, dialogar sobre isso.

GA - Este assunto tão importante é ensinado nas escolas? Se sim, como ele é abordado? 

Cibele Alves: Infelizmente a educação sexual oferecida nas escolas não é eficaz (com raríssimas exceções). Apesar de ser um tema transversal, que deveria ser trabalhado de maneira coordenada em todas as disciplinas, ele costuma passar batido durante toda a infância e quando chega na pré adolescência, os jovens normalmente têm uma ou duas aulas apenas a respeito do tema, que quase sempre são oferecidas por professores que não receberam o preparo necessário para ministrá-las e que costumam abordar o assunto focando apenas nas questões reprodutivas e pelo viés do medo, abordando apenas as ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) e, a gravidez inoportuna. Essa abordagem raramente surte efeito, porque não conversa com o jovem, não expõe as principais dúvidas e questões que envolvem a iniciação sexual, por exemplo. O jovem carece de informações que vão além. 

GA - Por que a sexualidade ainda é um tabu na nossa sociedade?

Cibele Alves: Para abordarmos essa questão é preciso compreender o significado de tabu. Jimena Furlani, autora do livro Mitos e Tabus sexuais explica que algo se torna um tabu quando não é aceito ou então conferido significados negativos por motivos religiosos ou sociais. Dessa forma, o preconceito ou discriminação vai além da simples opinião pessoal e passa a ter um fundamento religioso na tentativa de justificar tais comportamentos. Por conta disso, a desconstrução desses conceitos se torna muito difícil.    

GA - Vamos agora tratar sobre gênero? Falar sobre gênero é muito mais amplo do que falar sobre biologia, menino ou menina, certo? Como entender o que é gênero e, todas essas novas terminologias como cisgênero, transgênero... nos ajude, por favor!

Cibele Alves: É preciso entender que gênero é uma construção social. Cada ser humano nasce macho (se possui um pênis) ou fêmea (se possui uma vagina), isso diz respeito ao sexo biológico. A partir disso a sociedade criou o gênero e determinou, baseado em seus próprios interesses quais comportamentos são adequados para os meninos/homens e quais são adequados para as meninas/mulheres. Quando o sexo biológico corresponde ao gênero, por exemplo: uma pessoa que nasceu com um pênis (macho) e se identifica com o gênero masculino, dizemos que ela é cisgênero, porém nem todo mundo se encaixa automaticamente nessas caixinhas. Se a pessoa se identifica com um gênero diferente do sexo biológico correspondente (socialmente falando), usa-se atualmente a palavra transgênero, para identificá-la.     

GA - Falar sobre gênero é falar de ideologia de gênero? O que é ideologia de gênero, afinal?

Cibele Alves: Ideologia de gênero não existe. Esse é um termo vazio, usado para justificar o preconceito e a discriminação contra tudo que foge as regras ditadas pelo machismo. Academicamente não há significado algum para essa terminologia que costuma ser usada por extremistas, que baseiam suas opiniões e preconceitos em puro achismo.  

GA - Você fez um vídeo muito interessante no seu instagram @quetabueesse sobre o gênero e a relação com o abuso sexual infantil. Você poderia nos explicar por favor qual a relação entre esses dois temas?

Cibele Alves: Gênero é o principal responsável pelo abuso sexual. Nossa sociedade instiga os meninos a serem agressivos, sexualmente persuasivos, a nunca aceitarem não como resposta, como se a negativa colocasse a prova sua masculinidade. Todos esses fatores, entre outros, contribuem para a formação de novos abusadores sexuais.

GA - Quais são as frases que devemos evitar nas frentes das crianças, que são machistas, sexistas? E, é ruim limitar o que é de menino e de menina?  Como brincadeiras, cores de roupa, esportes permitidos ou não... Ainda vemos que nossa sociedade é muito atrasada.

Cibele Alves: Tudo que limita qualquer ser humano baseado apenas em seu gênero deve ser evitado, já que além de ser machista e preconceituoso, costuma minar infinitas possibilidades de futuro, inclusive na vida profissional. 

GA -  Alguma dica de livros, apps, páginas do Instagram, documentários e/ou canais no Youtube para ajudar mamães e papais a se aprofundarem nestes temas tão relevantes? (pode falar sobre seu e-book 😉 )

Cibele Alves: Costumo fazer indicações de livros, filmes e demais materiais referentes a esse tema no instagram @quetabueesse. Lá você encontra diversos conteúdos relacionados a esse tema.

GA - E, por último mas não menos importante, qual é o seu super poder?

Cibele Alves: Oferecer e multiplicar informação baseada em estudos e evidências! Em tempos tão sombrios, nada é mais poderoso.

 

Também acreditamos que informação é poder! Obrigada por compartilhar seu conhecimento com a gente, Cibele!

Quem quiser conhecer mais o trabalho da Cibele, pode e deve contatá-la através do instagram @quetabueesse e, pelo seu site https://www.quetabueesse.com.br

 

 

 

Como manter a alegria e leveza das crianças?

 

Malu colorindo sua heróina Bia - www.sejaaquarius.com.br

 

- Evite expô-los em demasia aos noticiários. Eles não precisam saber o número atualizado de infectados e falecimentos durante esse período;

- Mantenha contato com amiguinhos e entes queridos 🥰 através das tecnologias que hoje temos ao nosso alcance. Mantenha-os conectados com o mundo lá fora;

- Dê espaço para o silêncio! Fiquem juntos um tempo sem falarem nada, apenas olhando a rua, as nuvens no céu, os passarinhos... contemplar é uma forma de oração 🙏🏻;

- Falem dos seus sentimentos, com atenção para não assustá-los ou, deixá-los preocupados. Mas é importante que você nomeie seus sentimentos e, incentive-os a falar os deles(as). Daremos uma dica de livro sobre esse tema 😉;

- Procure separar um tempo de qualidade todos os dias para brincarem, comerem juntos e fazerem atividades lúdicas, que tirem o foco do isolamento e da pandemia;

- Busque complementar as tarefas escolares: leiam, vejam vídeos interessantes no YouTube, assistam a um documentário, visitem um museu on-line... hoje temos muitos recursos!

- E, façam mais atividades que tranquilizem e ao mesmo tempo, desenvolvam a criatividade, como pintar os nossos bonequinhos preto & branco, criar histórias fantásticas com eles, usem a capa de super herói 🦸🏻‍♀️ e finjam que vão salvar o mundo! Usem toda a imaginação para viver momentos únicos! Viva o agora! ✨✨✨✨

Vamos juntos?

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